PARADELA, uma aldeia que pertence ao concelho de Valpaços, é pequena e tem ao longo do tempo sido desertificada pelos filhos que nela nasceram, rumo a outros locais com outras oportunidades para as suas vidas. Com o tempo mais uma aldeia ao abandono.
Segunda-feira, 11 de Agosto de 2008
CASAS VAZIAS

 

 

 

 

Não gosto das casas vazias de pessoas e vazias de alma, essas casas são um pouco fantasmagóricas e emprestam um ambiente muito fantasmagórico às ruas onde se situam, às aldeias onde se integram. Hoje com a vulgarização da segunda residência, de férias ou de fim de semana ou até por algum tempo mais prolongado é vulgar deparar-mos com esse cenário de abandono periódico, mas com isso, Graças a Deus e devido ao esforço e dinheiro e a vontade de decisão de algumas pessoas, vai-se invertendo algum processo de degradação e abandono das Aldeias de Portugal, algumas chegam já atingir um processo de degradação e abandono tal, que já se torna difícil imaginar gente naqueles locais que outrora tão movimentados e preenchidos de gente eram.

Paradela, a encantadora Paradela, outrora se bem me lembro, tinha o seu leito bem composto de gente boa, juventude não lhe faltava, jogar à bola ou correr pela aldeia fora pelo final do dia, depois de um dia de escola ou “trabalho”, era habitual, e a Aldeia até parecia uma cidade onde nada faltava, onde a alegria brotava como um nascente abundante inesgotável. Mas agora, Paradela a encantadora Paradela, a degradação de algumas casas está à vista como que “zangadas com o passado” algumas que se foram estendendo para a ponta da aldeia em direcção à estrada municipal 541 que dá acesso à civilização, estão desertas, preenchidas apenas nas férias pelos nossos emigrantes e é quando é, porque a maior parte das vezes continuam todo o ano com o seu ar desumano e fantasmagórico, vagueamos em certas alturas do ano perdidos pela Aldeia por entre casas fechadas, abandonadas ou degradadas, são casas vazias em terras vazias.

Mas temos ainda – afortunadamente! - Casas vazias e cheias de encanto. Estou-me a lembrar de um casarão que dá saída para a freguesia “casa Ferraz” que se encontra completamente ao abandono. Uma casa tem haver sempre com a alma dos seus habitantes, habitantes do presente, quantas vezes habitantes do passado como é o caso. As árvores de fruto que a envolviam davam-lhe um cenário de abundância e frescura.

Fica agora a tristeza de a ver sempre fechada.

São assim, as casas. Os seus donos e os que nelas habitam, vão-lhe emprestando parte da sua alma. E essa alma vai-se tornando alma da própria casa.

De tal forma é, que por vezes acontece que em casas antigas, que foram por muitos anos habitadas por pessoas que nela muito viveram, amaram e sofreram, que a alma dessas casas consegue sobreviver por muito tempo ao abandono e até – o que é bem mais difícil – à sua ocupação por donos desalmados. Mas sofrem. Elas, as casas.

 

 

Ajreis

    

 

 

 

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Vejam estas FOTOS que retrata bem o que acabo de dizer

Madalena

 

 


sinto-me: desalmado
música: Baril

publicado por AJREIS às 16:16
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6 comentários:
De riolivre a 18 de Dezembro de 2007 às 17:21
Meu Caro Reis,
Estou certo que valeu a pena o empurrãozito que pretendi dar-lhe. Então o meu amigo com uma facilidade tão grande de texto descritivo estava a esconder-se de quê?
Folguei muito por vê-lo de regresso ao seu blog, dando-lhe e vida que merece mas que, qfinal, estava a perder e, sobretudo, dando outra vida a essas casas que tantas histórias terão para contar mesmo quando já foram abandonadas à sorte do tempo que não pára de correr.
Já agora, deixe-me dizer-lhe que me parece que a casa que escolheu para fotografar e dar vida ao seu texto, e julgando não estar errado, faz parte integrante de um livro que há bem pouco tempo o Dr. Adérito Freitas, um seu paroquiano de Campo d'Égua, publicou, dedicado aos relógios de sol do concelho de Valpaços.
Aproveito para lhe desejar Boas Festas.
Um abraço.
Celestino Chaves


De AJREIS a 18 de Dezembro de 2007 às 22:27
Caro Celestino Chaves,

O meu muito obrigado pelo seu "empurrãozito" e pelo elogio descritivo que me faz, deixou-me embaraçado, devido a minha simplicidade não estar habituada, em todo o caso em boa verdade lhe digo, que a Casa que serve de base ao texto, existia de facto na sua frontaria um relógio de sol, que à bem pouco tempo foi destruído "roubado" por algum (s) mal feitore(s) que o fizeram desaparecer para sempre onde tantos anos permaneceu.
A titulo informativo, está previsto ser minha vontade esta casa ser recuperada por mim e dar-lhe vida novamente, mas sem o relógio de sol.
Desejo-lhe um Natal cheio de felicidade e paz, faço votos para que em 2008 todos os seus intentos se realizem.
Um abraço

ajreis


De ANDARILHUS a 26 de Dezembro de 2007 às 12:28
Olá B. Reis!!!!
Espero que tenhas passado um bom Natal! Provavelmente foste a Paradela. Eu - infelizmente - não pude....
Excelente ideia a de recuperares a casa da "Gemena" (era assim que a Srª se chamava, não era?)! Talvez eu recupere a do meu avô, logo ao lado
Pois, o relógio de Sol era bem bonito e FUNCIONAVA ainda. Notei logo que faltava… a frontaria nem parece a mesma.
Abraço e que os teus sonhos (inclusive este) se concretizem em 2008!

Jorge


De AJREIS a 26 de Dezembro de 2007 às 22:50
Obrigado Jorge, Realmente cheguei à bem pouco tempo de Paradela, foi uma noite de 24 para 25 de loucos, como antigamente irei por aqui algumas recordações desses momentos fica atento... O teu Tio Augusto andou comigo até às cinco da manhã, daquele material já não se fabrica, o teu primo Manolo, nunca deixou de acompanhar o Pai, claro será dizer que pouco comeu do peru.
Obs. também não sei se Gemena " ou Gemenia " só sei que já foi de viagem para não mais voltar, Deus lhe dê descanso eterno
Um forte abraço até breve.


De alexandre.osorio@mail.pt a 27 de Fevereiro de 2008 às 14:34
Ao ver este texto, recordo como é bem verdade esta dura realidade.
Eu, em pequeno,(apesar de não ter nascido em paradela) que tanto andei por essa terra, por esses caminhos e é engraçado, que por mais locais que tenha visitado, sinto que pertenço a essa terra.
Mas infleizmente, os filhos vão em procura de melhor, os pais vão desaparecendo sem avisar e a nossa aldeia a fraquejar. É realmente uma aldeia com magia, com um cheiro bem característico... e almaluz... que linda encosta e quantos segredos guardas.
Prometo em nome das almas, que tudo farei para compartilhar ainda mais informação para que possa colocar aqui.


De alexandre.osorio@mail.pt a 27 de Fevereiro de 2008 às 17:12
Sr. Alfredo... visite este website... certamente vai conhecer uma das crianças por ser filha de pessoas conhecidas lá da aldeia...
www.eb1-santiago-valpacos.rcts.pt


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