Fogueira (ou madeiro) de Natal é uma tradição muito antiga, que felizmente teima em persistir nas aldeias de Trás-os-Montes e um pouco por todo o País.
Paradela ainda não é excepção.
No dia que antecede a noite de Natal, os jovens da Aldeia de Paradela juntam-se e partem em grupo, montados em tractores (antigamente era em carros de vacas ou Bois) em busca de troncos ou sapatas de castanheiro para a fogueira. Toda a madeira serve, seja pinho, carvalho ou castanheiro, assim como se aproveita toda a espécie de lenha miúda principalmente as giestas. A escolha do local para a fogueira já está com marcação certa há muitos anos, - O largo do “Rigueiro”. A busca da lenha é quase combinada com o proprietário, normalmente não há quem se oponha à «pilhagem» na sua propriedade, uma vez que é para reunir as gentes da Aldeia num ambiente amistoso e festivo. Quem quiser evitar que as sapatas de castanheiro lhes saiam do souto, arrecada-as de véspera.
Aos poucos a fogueira vai crescendo no Largo do “Rigueiro” o maior largo da aldeia, atingindo uma altura razoável. A seguir à sempre farta consoada pela tradição pegam fogo a monte de lenha, que rapidamente larga altas labaredas, fazendo arredar o povo que se aproxima.
Há quase que uma obrigação de passar por perto da fogueira, onde se aquecem por instantes, comentam a dimensão da fogueira e falam de peripécias de outros tempos. Depois alguns, principalmente os mais velhos refugiam-se em casa, porque a noite está normalmente gélida. Muitos porém não arredam do braseiro e, ao desafio, batem com mocas ou com as botas nos tocos incandescentes, fazendo largar “choinas”, ou faúlhas. Ali se medem forças pela noite dentro, até que alguém convida para beber um copo, sempre acompanhado com os fritos do Natal. O convívio ganha novo interesse quando os rapazes já bem, “regados “com bom vinho novo, fazem a festa e ali de se mantêm até ao nascer da manhã, hora em que os mais resistentes abandonam a fogueira e se dirigem a casa.
A boa fogueira por vezes dura até à noite de Ano Novo, o que, sucedendo, é motivo de grande orgulho para a rapaziada que esse ano se encarregou de garantir a tradição da fogueira de Natal.
A fogueira é um costume antigo que teima em persistir nas aldeias, esperamos que aconteça por muitos anos.
Vejam o Vídeo abaixo do trabalho da Rapaziada, que bem merecem os parabéns pela disponibilidade e vontade, não olhando a meios para o conseguir.
Este Blog tem o objectivo de dar a conhecer aos Paradelenses e a quem o visitar alguns acontecimentos que de alguma forma estão ligados a Paradela.
Tem também o objectivo de não deixar cair no esquecimento o local onde nascemos, pois é assustador ver o interior do País (Concelho de Valpaços é disso exemplo) aldeias a serem varridas do mapa de Portugal pelo abandono dos seus habitantes, que bem sabemos quais são as razões principais dessa desertificação. Mas o tema principal que me levou a publicar este Post, é um programa que está a passar na SIC aos Domingos à noite, intitulado “Portugal tem Talentos” neste Programa está a concorrer o David Costa filho de Cristina Costa nascida e criada em Paradela . O David tem sido um espectáculo por isso vejam os vídeos da participação.
Quais as consequências do incêndio de 13 de Setembro de 2009 para os Paradelenses residentes?
Trata-se de uma área de características de montanha, com diversos lençóis de água subterrânea, que só o futuro dirá se vai ter ou não consequências ambientais para os habitantes de Paradela.
A área ardida, contribuía e de que maneira para o bem-estar das populações mais próximas, tal como: melhor oxigenação, menos calor nas épocas mais quentes e menos frio no inverno.
Com a área destruída tal como vemos nas imagens, os ventos soprarão sobre a aldeia com mais intensidade, o Calor e o frio será mais intenso. Para além disso a fauna animal ou a flora vegetal quase que desapareceu, e até chegar ao seu apogeu inicial, levará séculos, se não tiver intervenção das autoridades locais.
Em consequência desta desgraça, a saúde das gentes destas paragens ficará seguramente mais frágil.
Vamos honrar a nossa Padroeira com mais uma festa?
Aldeia de PARADELA pertence à freguesia de Santiago R. Alhariz do circulo eleitoral do concelho de Valpaços, tem cerca de 90 habitantes, mas continua a resistir
Na secular aldeia de Paradela, concelho de Valpaços, restam apenas cerca de 90 ou talvez menos, dos cerca de 200 moradores de há meio século.
Maria nasceu nesta aldeia há quase 70 anos, localidade onde casou, teve oito filhos e de onde nunca saiu. Maria ainda se recorda de quando havia muitas crianças a frequentar a escola primária de Santiago, já que a sua aldeia nunca teve edifício escolar. Actualmente esta escola ainda é frequentada por algumas crianças, tudo porque prevaleceu a ideia de fechar outras escolas da freguesia e canalizaram todas as crianças para esta escola, senão já teria fechado.
Maria , nunca foi à escola, logo que começou a crescer começou a trabalhar no campo e ainda hoje passa parte dos seus dias a “rebunhar” o quintal lá de casa, aconchega o orçamento e mata a saudade. Para além do seu marido António, ninguém mais vive com Ela, dos oito filhos que teve nenhum deles lhe quis fazer companhia o ano todo, emigraram, foram à procura duma vida melhor, são os vizinhos (já poucos) que lhe fazem companhia. “Aqui lá se vai passando o tempo devagar, conversa-se menos e há sossego a mais”, garante.
Os seus filhos já há muitos anos que emigraram, tal como a maior parte das pessoas que nasceram em Paradela, para países como a França, Suíça, Canadá, América, Luxemburgo, Bélgica , convém lembrar que existe muitos Paradelenses espalhados pelo País: Lisboa, Porto, Coimbra, Santarém e outras terras ou cidades deste Portugal, e aqueles que nos anos trinta ou quarenta, foram para o Brasil e nunca mais voltaram. É no Verão e por vezes no Natal que alguns regressam e trazem “mais alegria, animação e barulho” à aldeia. Maria, 70 anos, diz viver feliz num lugar onde os habitantes são cada vez menos, apenas triste pela lembrança e ausência dos seus filhos e netos e onde muitas habitações, se encontram vazias ou abandonadas.
“Não sinto a solidão, porque durante o dia ando entretida a trabalhar ou no campo ou então com as lides domésticas”, confessa Maria que diz que é a televisão a principal companhia nas noites frias de Inverno.
Conversas na rua
Quando o tempo aquece os vizinhos saem mais à rua para conversar e ainda há quem vá até à aldeia mais próxima para rever amigos ou tomar um café. A Feira realizada em Carrazedo ou em Valpaços é um dos locais que dá para saciar os mais saudosos e aproveita-se para comprar consumíveis para casa. É que em Paradela não há mercearia, por isso mesmo os bens alimentares são comprados nas carrinhas que se deslocam algumas vezes por semana à aldeia.
Antigamente os campos à volta de Paradela andavam todos “amanhados” com todo tipo de cultura, Maria lembra-se bem da cultura do linho que se fazia nos anos quarenta o centeio e o trigo e alguns rebanhos pastavam pela encosta da fraga, com menos mata que agora. Quem não se lembra dos bois ou das vacas que quase todos tinham, quem não se lembra dos muitos jumentos e das éguas e cavalos “Agora nada disto existe, alguns tractores lá vão amanhando alguma terra. Em Paradela ainda existe alguns “Burros”, vacas nem velas e nós cultivamos apenas aquilo que é preciso para o nosso sustento como batatas, feijão, alface ou cebolas”, contou Maria . “A saúde por aqui não é do melhor, a aldeia tem um ror de pessoas já com alguma idade, mas não nos podemos queixar, estes ares são bons, Muitas vezes são os vizinhos quem “valem” nos “momentos de aflição”, mas Maria diz que as pessoas na aldeia “pouco adoecem”. “As pessoas são resistentes como a paisagem”, afirmou.
A paisagem rodeia a Aldeia de uma forma quase peculiar, dum lado montanha e doutro terra quase quente como dizem por aqui: (TERRA QUENTE) onde se dá tudo. A vista é deslumbrante: encosta ligeiramente inclinada em direcção ao concelho de Valpaços que se perde de vista até Espanha. Paradela tem neste momento à disposição de alguns turistas que queiram descansar e desfrutar dum merecido sossego, uma casa de Turismo Rural com todas as condições e comunidades. Porque não despertar este tipo de actividade e proporcionar aos habitantes das grandes cidades o saber de como é viver numa aldeia quase deserta. Seria bom que pessoas que queiram ter uma segunda habitação, para passarem os seus fins-de-semana mais descansados o façam nestas aldeias, comprando ou restaurando algumas destas casas, nos últimos tempos, existe já exemplos destes em algumas aldeias históricas de Portugal. Essas pessoas passaram a gostar da aldeia, que transformaram e deram mais vida, nem que seja só habitação para as férias.
A.Reis tem 50 anos saiu cedo da terra que o viu nascer (13 anos), e desde aí que nunca deixou de ir a Aldeia ou passar férias ou simplesmente visitar os seus familiares. “Gosto de vir cá de vez em quando mas é mesmo só para descansar e rever velhos amigos e familiares. Aqui anda tudo muito devagar o que há para fazer faz-se hoje ou amanhã não há pressas”. citou.
se quizerem saber o local exato onde fica Paradela carregem neste link:
Maria Madalena é descrita no Novo Testamento como uma das discípulas mais devotas de Jesus Cristo. É considerada santa pelas igrejas Católica, Ortodoxa e Anglicana, sendo celebrada no dia 22 de julho. É também comemorada pela Igreja Luterana com festividades no mesmo dia. A Igreja Ortodoxa também a celebra no segundo domingo após a Páscoa. O nome de Maria Madalena a descreve como sendo natural de Magdala, cidade localizada na costa ocidental do Mar da Galileia.
De acordo com o Novo Testamento, Jesus Cristo expulsou sete demônios de Maria Madalena, argumento suficiente para que ela acreditasse que ele realmente fôsse o Messias. (Lucas 8:2; 11:26; Marcos 16:9). Madalena esteve presente na crucificação e no funeral de Cristo, juntamente com Maria de Nazaré e outras mulheres. (Mateus 27:56; Marcos 15:40; Lucas 23:49; João 19.25) (Mateus 27:61; Marcos 15.47; Lucas 23:55). No sábado após a crucificação, saiu do Calvário rumo a Jerusalém com outros crentes para poder comprar certos perfumes, a fim de preparar o corpo de Cristo da forma como era de costume funerário. Permaneceu na cidade durante todo o sábado, e no dia seguinte, de manhã muito cedo, "quando ainda estava escuro", foi ao sepulcro, achou-o vazio, e recebeu de um anjo a notícia de que Cristo havia ressuscitado e que devia informar tal fato aos apóstolos. (Mateus 28:1-10; Marcos 16:1-5,10,11; Lucas 24:1-10; João 20:1,2; compare com João 20:11-18). Nada mais se sabe sobre ela a partir da leitura dos Evangelhos Canônicos.
Em Lucas 8:2, faz-se menção, pela primeira vez, de "Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios". Não há qualquer fundamento bíblico para considerá-la como a prostituta arrependida de seus pecados que pediu perdão a Cristo. Este episódio é freqüentemente identificado com o relato de Lucas 7:36-50, ainda que não seja referido o nome da mulher em causa.
O Evangelho de Maria Madalena traz uma nova interpretação de quem teria sido Maria de Magdala. Segundo este evangelho, ela teria sido uma discípula de suma importância à qual Jesus teria confidenciado informações que não teria passado aos outros discípulos, sendo por isso questionada por Pedro e André. Ela surge ali como confidente de Jesus, alguém, portanto, mais próximo de Jesus do que os demais.
"O apego à matéria gera uma paixão contra a natureza. É então que nasce a perturbação em todo o corpo; é por isso que eu vos digo: Estejais em harmonia... Se sois desregrados, inspirai-vos em representações de vossa verdadeira natureza. Que aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça. Após ter dito aquilo, o Bem-aventurado saudou-os a todos dizendo: Paz a vós – que minha Paz seja gerada e se complete em vós! Velai para que ninguém vos engane dizendo: Ei-lo aqui. Ei-lo lá. Porque é em vosso interior que está o Filho do Homem; ide a Ele: aqueles que o procuram o encontram. Em marcha! Anunciai o Evangelho do Reino."
"Pedro disse: "O Salvador realmente falou com uma mulher sem nosso conhecimento? Devemos nos voltar e escutar essa mulher? Ele a preferiu a nós?". E Levi respondeu: "Pedro, você sempre foi precipitado. Agora te vejo lutando contra a mulher como a um adversário. Se o Salvador a tornou digna, quem és tu para rejeitá-la? Certamente o Salvador a conhece muito bem. Foi por isso a amou mais que ama a nós"."
Melhor que um sonho é um sonho realizado.







Quando escrevo que Paradela é uma aldeia com tendência à desertificação, não o digo por dizer, reparem nestas fotos abaixo. Esta casa, já foi casa de familia abastada para a época, agora meus amigos é Lixo e pedras, algumas dessas pedras estão na eminência de rotura com o passado onde tantos anos permaneceram.
Valpaços foi elevada a vila em 1861, através de decreto real de 27 de Março, assinado por D. Pedro V. Em 1936, chegava finalmente a sua representação heráldica. Agora revista para uma coroa de cinco castelos dado que passou a cidade em 1999.
Não gosto das casas vazias de pessoas e vazias de alma, essas casas são um pouco fantasmagóricas e emprestam um ambiente muito fantasmagórico às ruas onde se situam, às aldeias onde se integram. Hoje com a vulgarização da segunda residência, de férias ou de fim de semana ou até por algum tempo mais prolongado é vulgar deparar-mos com esse cenário de abandono periódico, mas com isso, Graças a Deus e devido ao esforço e dinheiro e a vontade de decisão de algumas pessoas, vai-se invertendo algum processo de degradação e abandono das Aldeias de Portugal, algumas chegam já atingir um processo de degradação e abandono tal, que já se torna difícil imaginar gente naqueles locais que outrora tão movimentados e preenchidos de gente eram.
Paradela, a encantadora Paradela, outrora se bem me lembro, tinha o seu leito bem composto de gente boa, juventude não lhe faltava, jogar à bola ou correr pela aldeia fora pelo final do dia, depois de um dia de escola ou “trabalho”, era habitual, e a Aldeia até parecia uma cidade onde nada faltava, onde a alegria brotava como um nascente abundante inesgotável. Mas agora, Paradela a encantadora Paradela, a degradação de algumas casas está à vista como que “zangadas com o passado” algumas que se foram estendendo para a ponta da aldeia em direcção à estrada municipal 541 que dá acesso à civilização, estão desertas, preenchidas apenas nas férias pelos nossos emigrantes e é quando é, porque a maior parte das vezes continuam todo o ano com o seu ar desumano e fantasmagórico, vagueamos em certas alturas do ano perdidos pela Aldeia por entre casas fechadas, abandonadas ou degradadas, são casas vazias em terras vazias.
Mas temos ainda – afortunadamente! - Casas vazias e cheias de encanto. Estou-me a lembrar de um casarão que dá saída para a freguesia “casa Ferraz” que se encontra completamente ao abandono. Uma casa tem haver sempre com a alma dos seus habitantes, habitantes do presente, quantas vezes habitantes do passado como é o caso. As árvores de fruto que a envolviam davam-lhe um cenário de abundância e frescura.
Fica agora a tristeza de a ver sempre fechada.
São assim, as casas. Os seus donos e os que nelas habitam, vão-lhe emprestando parte da sua alma. E essa alma vai-se tornando alma da própria casa.
De tal forma é, que por vezes acontece que em casas antigas, que foram por muitos anos habitadas por pessoas que nela muito viveram, amaram e sofreram, que a alma dessas casas consegue sobreviver por muito tempo ao abandono e até – o que é bem mais difícil – à sua ocupação por donos desalmados. Mas sofrem. Elas, as casas.
Ajreis







Vejam estas FOTOS que retrata bem o que acabo de dizer
A Aldeia de Paradela está privada de água da rede pública já lá vai quase um mês, Meus amigos nunca me passou pela cabeça que isto viesse acontecer, Conheço desde miudo a origem desta nascente, repito: NASCENTE, pois não se trata de rio ou outra origem que por norma obedece a tratamentos mais exaustivos e cuidados, enfim...ver as minhas origens nas bocas do mundo pelas piores razão, é simplesmente triste.
"
Depois da desinfecção do depósito foram feitas novas análises, que deverão ser conhecidas nos próximos dias. Se o problema persistir, o autarca promete resolver o problema recorrendo a uma empresa especializada, que poderá instalar um sistema para tratar o arsénio. Certeza é que a Câmara de Valpaços vai licenciar um novo furo de água no local para reforçar o abastecimento."
Esta noticia foi publicada nos meios de comunicação social, mas até agora penso que nada foi feito ainda. Pelos vistos o raio do metal pesado o dito arsénio, continua lá e o novo furo continua por fazer.
Esperamos para ver se é verddade.
No entanto parece que segundo informação local, a Camara de Valpaços abastece o depósito com água da rede pública do concelho. o que já não é mau, pois vêm aí os nossos emigrantes e eles bem precisam de se refrescarem.
Noticia do jornal de Valpaços:
Vários dias sem água e, depois, regressa imprópria para consumo. É o cenário vivido numa aldeia do concelho valpacense que, regressa a tempos idos, a ir com o cântaro à fonte.
Em Paradela, freguesia de Santiago de Ribeira de Alhariz, no concelho de Valpaços, a população está revoltada.
Há quase 15 dias, dizem, que não tinham água nas torneiras de casa e, agora, esta semana, que a água voltou a correr, não podem usá-la, provavelmente, por um período de 30 dias.
A rotina dos habitantes da pequena aldeia mudou e, neste momento, só podem utilizar a água nas casas de banho e máquinas de lavar roupa, segundo contou Casimiro Reis, de 70 anos, que vive sozinho e se vê obrigado a utilizar regadores e cântaros para poder beber e cozinhar e, na semana passada, até para o autoclismo tinha de ir buscar.
Por outro lado, muitos populares acreditam que nem a água da fonte, no centro da aldeia, está em condições para consumir, assumindo que também essa está para análise, restando a alternativa de comprar os garrafões de água.
A situação complica-se quando se tratam de pessoas idosas, dependentes de outras, ou quando não têm meios de transporte para ir comprar a água e transportá-la.
Maria de Fátima Simão afirma que as especulações sobre a qualidade da água já começaram em Setembro, altura em que começou a ser analisada, mas só agora foram aconselhados a não utilizá-la.
Aquela habitante de Paradela tem ao seu cuidado a mãe, de 88 anos, e assume que as dificuldades são várias: “tenho de dar banho à minha mãe porque é uma pessoa de idade e usa fralda e para isso vou não sei quantas vezes à fonte.
Revoltada com a situação, Maria de Fátima acusa autoridades competentes de não fazerem nada: “se fosse numa cidade mandavam os bombeiros com depósitos de água potável, mas assim como somos nós, somos esquecidos.
Ainda por cima, no final do mês, quando vierem cobrar a água, pagamos na mesma, por uma água sem qualidade”.
Também Manuel da Costa se mostrou indignado com a situação por “não terem avisado ninguém e fecharem a água tantos dias”.
Manuel acrescenta, também, que “não adiantará trazer água se alguns depósitos já não são limpos há sete anos” reiterando: “que ponham as coisas em condições porque também recebem para isso”.
A aldeia de Paradela, a cerca de 10 quilómetros da sede de concelho, tem pouco mais de meia centena de habitantes.
Alguns deles têm a sorte de ter acesso a poços privados que abastecem residências e fazem deles excepções em casos como o de falta de água na rede pública.
Paulo Andrade é um deles, mas também tem o cuidado de analisar a água que consome.
“Custa cerca de 40 euros e uma pessoa é que tem de se preocupar. Ficamos mais descansados”, comentou.
Autoridades confirmam problema
Segundo os populares, o edital da autarquia valpacense e da Delegação de Saúde de Valpaços só foram colocados a 18 de Fevereiro, ao final do dia, mas o problema já se arrasta há duas semanas.
No aviso da Delegação de Saúde de Valpaços pode ler-se que: “água da rede pública da localidade de Paradela imprópria para consumo por um período provável de 30 dias”.
Também no edital do Município de Valpaços está descrito o problema: “depois de terem sido efectuadas as análises á água de consumo humano na zona de abastecimento da Paradela, no passado dia 15 de Fevereiro, verificou-se que não existe nenhuma anomalia relativamente aos parâmetros microbiológicos.
No que diz respeito aos parâmetros químicos estamos, ainda, à espera dos resultados.
Por tal motivo vai ser restabelecido o normal abastecimento de água á zona de abastecimento de Paradela, não devendo, no entanto, os consumidores utilizar esta água para consumo, ou seja, para beber e cozinhar, até que sejam conhecidos os resultados relativos aos parâmetros químicos”.
Francisco Tavares, autarca valpacense, defendeu que para resolver a questão se terá de esperar pela contra análise da água e que “não adiantaria solicitar aos bombeiros para levar água potável à população, uma vez que só a poderiam depositar no reservatório actual, que poderá estar impróprio para tal função.
Daí que para resolver o problema pela raiz se terá mesmo de esperar”.
Até ao fecho desta edição não foi possível falar com Ernesto Eugénio da Costa, presidente da junta de freguesia de Santiago da Ribeira de Alhariz.
Leiam também a noticia publicada no SemanárioTransmontano
Edital do acontecimento
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Análises revelaram níveis de arsénio a mais Água de Paradela está imprópria para consumo A água da rede pública da aldeia de Paradela, em Valpaços, está imprópria para consumo. As últimas análises revelaram níveis de arsénio superiores aos recomendados. O delegado de saúde acredita que alteração tenha sido provocada pela sujidade acumulada no depósito, entretanto, já desinfectado. A população queixa-se de não ter sido avisada “logo” da situação, mas a delegação de saúde e a Câmara negam. Na aldeia de Paradela, em Valpaços, há mais de uma semana, que a população é obrigada a beber água engarrafada e a cozinhar com água “emprestada” - por quem tem furos particulares ou trazida de uma fonte de uma aldeia contígua. A água da rede pública está inquinada. As últimas análises químicas realizadas pela Câmara e pela delegação de saúde de Valpaços detectaram níveis acima dos valores recomendados de “metais pesados”, entre os quais arsénio, uma substância considerada tóxica e cancerígena. E, por isso, a população está impedida de a consumir. Além do transtorno, alguns moradores queixam-se, sobretudo, de não terem sido “avisados a tempo” do que se estava a passar. “Só vieram pôr um aviso depois de eu ter ligado para a delegação de saúde a confirmar o que se ia comentando sobre a qualidade da água”, garantiu um habitante. O delegado de Saúde, António Gomes, garante o contrário. “Mal soubemos, colocamos um aviso a aconselhar as pessoas a não consumir”. O presidente da Câmara, Francisco Tavares, assegura também que foram tomados todos os procedimentos habituais nestas situações. “Paramos o fornecimento de imediato”, garantiu. Há outras contradições no caso. O delegado de saúde garantiu que “não houve doenças de origem hídrica” relacionadas com o consumo da água. Mas os moradores dizem que ultimamente havia muita gente na aldeia com “diarreia e vómitos”. Quanto à origem da alteração da água, o delegado de saúde acredita que a mesma se deva à sujidade que se encontrava acumulada no depósito de água, entretanto, limpo e desinfectado pela autarquia. Aliás, António Gomes, criticou a alegada falta de limpeza dos reservatórios. “Eles têm que ser limpos, porque não acontece já me ultrapassa”, disse. O presidente da Câmara garante, no entanto, que os depósitos são limpos sempre que se detectam “anomalias”. Os resultados da recolha feita após a desinfecção do depósito deverão ser conhecidos para a semana. Se os valores se mantiverem, o presidente da Câmara promete resolver o problema através de uma empresa especializada, que instalará um sistema para tratar o arsénio. Além disso, Tavares garantiu que irá licenciar um novo furo de água no local para reforçar o abastecimento. Por: Margarida Luzio Semanário Transmontano |







«... Um pouco mais adiante, viu Tiago, filho de Zebedeu, e João seu irmão que estavam numa barca, consertando as redes. E chamou-os.
Eles, imediatamente, deixaram a barca e seu pai e O seguiram.»
Santiago, respondendo com generosidade ao apelo de Jesus Cristo, tornou-se uma das fortes colunas em que Ele edificou a Sua Igreja. Foi confidente e testemunha da Transfiguração e da Agonia no Jardim das Oliveiras.
Foi o primeiro bispo de Jerusalém e o primeiro, entre os apóstolos, a derramar o seu sangue pela Fé em Jesus Cristo.
Deu, como o Mestre, a maior prova de amor, dando a vida pelos que se ama.
Santiago era de Betsaida, na Galileia e era chamado «Maior» para se distinguir de outro Apóstolo do mesmo nome.
Depois da ascensão de Cristo, Santiago evangelizou a Judeia e Samaria, partindo depois para a Península Ibérica, onde desenvolveu trabalho fecundo na dilatação da fé.
Tendo voltado a Jerusalém, Herodes Agripa, para agradar aos Judeus, condenou-o à morte. Foi decapitado cerca do ano 42, pouco antes da Festa da Páscoa.
Parece, que por receio dos Árabes, que se apoderaram de Jerusalém, o corpo do Santo foi mais tarde transportado para Compostela, na Espanha, onde o seu culto é muito grande e também em Portugal.
O dia 25 de Julho lembra-nos a data da transladação.
E esta nossa Paróquia de Santiago de Ribeira de Alhariz quando começou a ter Santiago por patrono? Alguém sabe?
Correu muito bem o Natal 2007 em PARADELA, como de costume a fogueira proporcionou uma noite longa, em seu redor, viveu-se uma noite bem animada com o Paulo a esforçar-se no acordeão, acompanhado nas cantigas, com o sempre afinado ti Augusto e seu filho Manuel, sempre pronto para estas paródias, só faltou o bailarico, mas como as raparigas solteiras já é raro nestas paragens, vai-se animando os rapazes com uns copitos.
Tem sido ao longo dos anos sempre uma festa, a noite de Natal na nossa Aldeia. Para além do reencontro familiar, que é nesta base a essência do Natal depois do Bacalhau e do polvo, lá se vão juntando os mais destemidos para uma noite longa de amizade e camaradagem pois é difícil descrever todas as incidências, que decorrem até que o sono nos vença. Os que lá passam o Natal são disso testemunhas.
O Ano Novo parece que também decorreu bem, a avaliar pelas informações chegadas de Aldeia ouve muito fogo de artifício e animação pela noite dentro. Para aqueles que não tiveram a oportunidade de estar na Aldeia no ano novo seguramente que ficaram com saudades.
Vejam o video do acontecimento abaixo:



















NOSSA SENHORA DA SAÚDE
Os primeiros documentos escritos que citam Valpaços datam do século XII. O próprio topónimo tem uma raiz claramente pré-nacional. A freguesia terá começado por ser um pequeno reduto habitado por nobres e famílias senhoriais, atraídas por um conjunto de privilégios tendentes a povoar aquela região tão próxima de Espanha.
O acontecimento mais importante da história de Valpaços deu-se seguramente em meados do século XIX. Em 16 de Novembro de 1846, durante a Guerra da Patuleia, aqui se defrontaram as tropas rivais. O movimento, que começara de forma espontânea e por ter características eminentemente populares, passava nesse momento a tomar proporções políticas. Cerca de duas dezenas de mortos marcaram a passagem por Valpaços de uma batalha que depois prosseguiu por terras de Murça.
Segundo a lenda, participou na refrega o famoso Zé do Telhado, que inclusivamente teria salvo a vida ao visconde de Sá da Bandeira, ele que até fora lanceiro da rainha antes de se tornar salteador!
O património edificado desta freguesia justifica bem a sua importância actual e os pergaminhos do passado. Acima de tudo, a igreja paroquial. Muito amplo, é de uma só nave. No interior, pode observar-se o arco cruzeiro que separa a capela-mor (na qual se pode ver uma bonita imagem de Santa Maria Maior) do restante corpo do edifício.
Da arquitectura civil, uma referência para os paços do concelhos. Oitocentistas, custou a sua construção cerca de vinte contos. Projectada por Augusto Xavier Teixeira, demoraram dois anos a ficar concluída - 1891.
E os incontornáveis solares da vila, dos quais o mais antigo é o dos Morgados da Fonte ou de "S. Francisco de Valpassos".
Valpaços foi elevada a vila em 1861, através de decreto real de 27 de Março, assinado por D. Pedro V. Em 1936, chegava finalmente a sua representação heráldica. Agora revista para uma coroa de cinco castelos dado que passou a cidade em 1999.
Água Revés e Crasto • Algeriz • Alvarelhos • Barreiros • Bouçoães • Canaveses • Carrazedo de Montenegro • Curros • Ervões • Fiães • Fornos do Pinhal • Friões • Lebução • Nozelos • Padrela e Tazem • Possacos • Rio Torto • Sanfins • Santa Maria de Emeres • Santa Valha • Santiago da Ribeira de Alhariz • São João da Corveira • São Pedro de Veiga de Lila • Serapicos • Sonim • Tinhela • Vales • Valpaços • Vassal • Veiga de Lila • Vilarandelo
Ajreis







2006
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INICIO DA PROCISSÃO |







Reparem que os preparativos é todo ele caseiro.
O folar de Valpaços é uma espécie de bolo sem açucar e com carnes, cuja receita passa de geração em geração. Cozido em forno a lenha em formas geralmente de barro ou argila, rectangulares ou redondas que lhe dá uma textura e sabor muito particulares. Para além da farinha, ovos e azeite, também constam carne de porco, enchidos, também há quém ponha coelho e galinha de campo, tudo pitéus do Concelho de Valpaços. Lembro que este pitéu deve ser comido fresco e acompanhado pela púcara cheia de café cevada ou até com o bom vinho da região.
Mas há quém não dispense ao pequeno almoço com um bom café ou até café com leite! A tradição manda que no dia de Páscoa toda a gente tenha folar em casa.
A receita:
Ingredientes:
Colocam-se os ovos inteiros com a casca numa tigela e cobrem-se com água morna (não quente). Alguns minutos depois, abrem-se para dentro da farinha (sempre ao centro) e vai-se fazendo absorver a farinha trabalhando-a a partir do centro.
Juntam-se as gorduras e põem-se a derreter sobre lume brando. Juntam-se à massa e trabalha-se tudo adicionando a quantidade de água necessária para se obter uma massa fina. Em seguida, bate-se a massa com as duas mãos até esta se desprender completamente do alguidar. A massa considera-se bem batida quando à superfície aparecerem umas bolhas. Nesta altura polvilha-se a massa com um pouco de farinha, cobre-se com um pano e envolve-se o alguidar com um cobertor. Coloca-se num local tépido e onde possa receber mesmo uma certa quantidade de calor, mas indirectamente. Nestas circunstâncias, a massa leva mais ou menos 2 horas a levedar.
A massa está levedada quando atingir o dobro do volume e quando ao abrir apresentar um aspecto rendado.
Tem-se um tabuleiro rectangular, cujos bordos não devem exceder 8 cm de altura, muito bem untado com banha. Cortam-se o chouriço e o salpicão ás rodelas, o presunto ás tiras e desossa-se o frango limpando-o de peles e ossos e desfazendo-o em febras.
Divide-se a massa em três partes, devendo uma delas ser um pouco maior. Estende-se esta parte maior e forram-se com ela o fundo e os lados do tabuleiro. Espalha-se por cima metade da porção das carnes e salsa e cobre-se com a segunda parte da massa, sobre a qual se dispõem as restantes carnes. Finalmente, tapa-se o folar com a terceira parte da massa e unem-se os bordos a esta camada final.
Deixa-se o folar levedar novamente até aparecerem à superfície umas bolhinhas. Nesta altura, pincela-se com gema de ovo e leva-se a cozer em forno bem quente durante cerca de 45 minutos.
E já agora se tiverem alguma sugestão, comentário ou algo de interesse para publicar, não tenham receio, façam-no aqui .
Não se esqueçam de publicitar também esta página http://www.casadaeiradeparadela.com (para quém gosta de desfrutar de um bom sossego)
Vejam este video do desfile do carnaval de Valpaços 2006/2007 não tem muita qualidade, mas serve.
AJREIS
Sobre esta placa já muito se falou, vejam bem que até já foi alvo de uma reportagem televisiva!!!!!
Um dia destes dei uma volta por alguns blogs, e qual foi o meu espanto, quando vejo esta placa num dos muitos blog´s que a NET tem, parece que foi um tipo que se enganou no caminho para Chaves e aqui parou para saber para onde ir, qual foi o espanto que no meio de tantos nomes ainda ficou mais baralhado. Achou tanta graça que lhe tirou uma foto. Nos respectivos comentários dizia um: Èh pá sabem aonde fica isto?... Respondeu um outro....- Parece que fica lá para os lados do..., algum destes destinos irá lá parar.
Bom.... isto foi um aparte, realmente a ideia desta placa , penso que foi para melhor esclarecer quém anda perdido, mas.... no fundo parece que mais baralhado fica.
Meus senhores das entidades oficiais, já é tempo de pensarem noutra ideia, porque esta já está vista .
Pensando melhor... e como a dita se tem aguentado às mazelas do tempo, uma vez que tem altura suficiente para ser derrubada pelo vento, mas por ironia do destino lá se tem aguentado de pedra e lata, e não há quém a deponha, por isso vamos considera-la património Municipal.







PARADELA TERRA SEM PAR
ÉS UMA ALDEIA, LINDA, LINDA DE ENCANTAR
EM PARADELA NÃO HÁ ROSAS ,
JÁ SECARAM AS ROSEIRAS,
AS ROSAS DE PARADELA, SÃO AS MOCINHAS SOLTEIRAS
Isto é apenas uma amostra do hino dedicado a esta aldeia, que em meados do séc. XX, Paradela estava cheia de gente humilde e trabalhadora, que no final do dia de trabalho geralmente no trabalho da lavoura se juntavam para dançar e cantar e esquecerem as mazelas da vida que tão dificil era nessa época. Diz-se, principalmente pelos mais velhos, que naquela altura, Paradela tinha um rancho folclórico com lindas raparigas e belos rapazes, todos eles orientados por um senhor que ainda hoje é lembrado (o Sr, Tino de Chaves, já falecido). Mas hoje, Paradelenses, nada disto existe, os nossos emigrantes dão alguma vida à aldeia no mês de Agosto, quando partem, fica novamente a tristeza e a Aldeia regressa à solidão e à persistência de querer continuar a existir.
A propósito, leiam os versos abaixo para uma possivel canção.
INVENTEM ALGUMA COISA Pode ser sem música, só a cantar







CASA TEIXEIRA
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